sexta-feira, 28 de abril de 2017

ASTROBIOLOGIA


Constelação Cruzeiro do Sul
BUSCA PELA VIDA FORA da TERRA
blog criado por PAULO ANIBAL G. MESQUITA
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A busca de outro sistema solar não é algo muito fácil de realizar, pois em 1º lugar o ser humano não dispõem de tecnologia de naves espaciais rápidas o suficiente para empreender uma viagem um planeta de outra estrela. Por exemplo, uma viagem até a estrela mais próxima do nosso sistema solar, a Alfa Centauro (Alpha Centauri), localizada a 4,3 anos-luz da Terra (ou 40 trilhões de quilômetros) levaria nada menos do que 130 mil anos com à atual tecnologia de vôos espaciais. A luz da estrela Alfa Centauro leva 4,3 anos para chegar até nós na velocidade de 300.000 km por segundo num período de um ano, ou seja, quando olhamos para esta estrela aqui no hemisfério sul estamos vendo a imagem dela de 4,3 anos atrás. O contato visual de um planeta de uma outra estrela aqui da Terra é quase impossível, onde de longe, só se consegue observar as estrelas, que têm luz própria.  Até 28 de Abril de 2017, foram oficialmente  catalogados 3608 Exoplanetasou seja, são 3608 planetas fora do nosso sistema solar (http://exoplanet.eu/catalog.php) em 2702 sistemas planetários e 610 sistemas planetários múltiplos.
 Chamamos a atenção que um dos planetas até hoje descoberto foi justamente no sistema da estrela Alfa do Centauro, que é a estrela mais próxima da Terra depois do nosso sol.  A estrela 51 Pegasi(42 anos-luz da Terra) foi a primeira onde foi constatado um planeta(HD217014).
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Um pouco da HISTÓRIA da ASTROBIOLOGIA / Exobiologia
A Astrobiologia  teve início certamente pelo biólogo Joshua Lederberg, no inicio da década de 60, que trabalhou na NASA com pesquisas relacionadas com a possibilidade de vida na superfície de Marte. Ela a ciência que estuda vida fora da Terra (ex do grego = fora, exterior). Está voltada para o estudo das condições para existência e formação da vida. Com o passar dos anos a astrobiologia ganharia cada vês mais "terreno". Em 1976 duas espaçonaves Viking, lançadas pela NASA, pousaram na superfície do planeta vermelho com experimentos destinados diretamente à procura de indícios de vida. Nas décadas de 1980-90 as espaçonaves Voyager I e II e Galileo encontraram evidências de oceanos subterrâneos em alguns dos satélites de Júpiter. E, nos últimos anos, notícias de descobertas de exoplanetas, tornaram-se quase que uma rotina mensal, sendo que a mais impressionante foi a descoberta do Gl 581c em abril de 2007, 1° planeta na "zona habitável" fora do nosso sistema solar. A estes fatos soma-se a descoberta dos extremófilos, microorganismos capazes de sobreviver em condições extremas em nosso planeta, o que mostra que vida tem uma capacidade incrível de se adaptar aos mais variados ambientes. Sem dúvida nenhuma o grande passo de lá pra cá foi à detecção de moléculas orgânicas (Base de Carbono) extraterrestres pela espectroscopia na luz visível, muitos acreditam que a origem da vida na Terra seja realmente de natureza extraterrestre , mais provavelmente através de impactos de meteoritos e de pequenos cometas (teoria da Panspermia),que teriam trazido os "ingredientes" orgânicos da vida,por ex. o meteorito de Murchison, descoberto na Austrália em 1969, contém xantina e uracila, duas substâncias necessárias para a formação de DNA e RNA, moléculas essenciais (material genético) para a vida na Terra.Pesquisadores dos EUA e da Europa na edição de junho da revista especializada Earth and Planetary Science Letters. O meteorito reforça ainda mais a tese de que bases da vida vieram do espaço. No total, foram encontrados 74 aminoácidos no meteorito, mas apenas 6 são do mesmo tipo dos observados na Terra. Além disso, os átomos de carbono encontrados nas substâncias são de um tipo raro na Terra (carbono 13), o que praticamente garante que elas se formaram no espaço. Meteorito Murchison.) Desde a Grécia antiga, os filósofos ligados à escola dos atomistas, defendiam a idéia da existência de outros mundos, como o Anaximandro (c.610-c.540 A.C.), Leucipo (c.480-420 A.C.), Demócrito (c.460-370 A.C, entre outros, especularam muito sobre a possibilidade de encontrarmos mundos constituídos de uma infinita variedade. Infelizmente, na idade média essa idéia foi firmemente esmagada pela igreja através da inquisição, sendo que talvez o exemplo mais dramático foi quando o filósofo italiano Giordano Bruno (1548-1600) foi queimado vivo por afirmar em 1584: "Inumeráveis sóis existem, inumeráveis Terras giram ao redor destes sóis... Seres vivos habitam estes mundos"; note-se que teoria da Panspermia é anterior à descoberta de compostos orgânicos nos cometas; essa analise da origem da vida "via" extraterrestre é plausível e aceitável se levarmos em consideração a própria formação de água liquida, pois a mesma só pode ter se formado e tomado "abundante" depois que a crosta terrestre se resfriou e a atmosfera se formou; isso deixa, no máximo de 400 a 500 milhões de anos para o surgimento da vida. Considero esse tempo extremamente curto, pois pela Biologia clássica a vida na Terra surgiu como produto de reações químicas pré-bióticas (Oparin 1924 \ Muller e Urey, 1953), então, a síntese da vida a partir da matéria abiótica foi mais rápida do que a evolução dos mais complexos seres vivos, e por isso a minha indagação. Talvez até a água primordial dos oceanos foi trazida pêlos cometas no passado remoto da Terra. A astrobiologia é uma ciência relativamente nova, é um ramo da biologia que estuda as condições para à manutenção da vida fora do planeta Terra, inclusive a NASA possui um grande departamento sobre Astrobiologia.
Criamos e formulamos há alguns anos o curso sobre Astrobiologia vinculado a um observatório astronômico, cujo o programa a ser desenvolvido esta abaixo:
*Astrobiologia como um campo de investigação científica.
*A grande questão: O que é a “Vida”?
*O contexto histórico Atual
*Teoria da Panspermia
<Matéria Orgânica no Espaço / Química interestrelar· O contexto prebiótico no planeta Terra· Cometas, Meteoritos carbonáceos (Murchison) e “Berçários estelares”>
*Origem da Vida, Evolução e “variações” da vida.
A Terra como Planeta na Zona Habitável
*Sistema Solar: O Meio Ambiente nos outros planetas do sistema solar

*A questão de Marte e suas evidências
*Satélites do Sistema Solar: Europa, Calixto, Titã e Tritão

*Exoplanetas ou planetas extra-solares
*A equação de Drake - Possibilidade de civilizações extraterrestres

*O Contato: A Radioastronomia e o Projeto SETI
*A vida em situações extremas
*A importância da missão Phoenix
*FANI (Fenômenos Aéreos não Identificados)
 

(imagem da Lua no telescópio de 200 mm de Paulo Aníbal)
 
A VIDA VEIO do ESPAÇO!?!?
 De certa forma o começo foi à detecção de moléculas orgânicas (Base de Carbono) extraterrestre pela espectroscopia na luz visível, no ultravioleta UV), no infravermelho (IV) e rádio. O espectroscópio, que através das cores analisa à luz emitida, esta para um astrônomo ou exobiólogo o que à lupa esta para um detetive; no final da década de 60 foi descoberta a amônia (NH3) pela radioastronomia, e que as nuvens nos meios interestelares com hidrogênio (H), hélio (He), carbono (C), oxigênio (O), nitrogênio (N) e outros formam varias moléculas orgânicas complexas. Por exemplo, o HCOOH (ácido fórmico) e a H2CHN (metanímina) descobertos pela radioastronomia que, combinados, formam a glicina(NH2CH2COOH), aminoácido essencial para a vida que compõem as proteínas, foi detectado em uma nuvem interestelar na direção da constelação de Sagitário. Análise de alguns meteoritos carbonáceos revelou a presença de aminoácidos, como por exemplo o meteorito Murchison (J.Cronin- Univ. Arizona) onde foi detectado 74 diferentes aminoácidos e dezenas de outros compostos orgânicos, revelando que há mais diversidade orgânica de aminoácidos em meteoritos do que a própria vida na Terra. Outro dado interessante é a detecção de HCN ( ácido cianídrico) e de H2O (água) na nebulosa de Órion ("Berçário" de estrelas); em algumas nuvens interestelares foram identificadas moléculas mais complexas como C5H50H (álcool etílico). A espectroscopia ainda revelou radicais e moléculas orgânicas e água nos cometas [seriam os fecundadores espaciais?]
(Cometa Hle-bopp com os compostos orgânicos em destaque, seria um fecundador espacial?)
Até agora citamos alguns aspectos químicos, mas quando teremos à total certeza da existência de formas de vida em outros planetas? Não seria muita prepotência da espécie humana afirmar que só exista vida em nosso planeta?A Terra é apenas um minúsculo planeta localizado num sistema solar na periferia da nossa galáxia, a Via Láctea, que estima-se possuir mais de 200 bilhões de estrelas, 10% delas, ou seja, 200 mil são muito semelhantes ao nosso astro rei -o Sol. Então, numericamente, é enorme à possibilidade de existir outros planetas orbitando essas estrelas possuir condições para a vida como a tal conhecemos em nossa galáxia, mas também há muitas outras em todo universo; isso é objeto de estudo da exobiologia. Em nosso próprio sistema solar são poucas as chances de encontrarmos que haja condições ideais para manutenção da vida, por ex., Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, é um verdadeiro inferno com temperaturas superiores à 400o C acima de zero; Vênus que, apesar de estar mais longe do Sol que Mercúrio, é bem mais quente que o mesmo devido ao efeito estufa causado pela grande quantidade de CO2(gás carbônico) na sua atmosfera, cerca de 97%(na Terra é 0,04%), ocasionando uma letal chuva ácida também; Marte, sua frágil atmosfera não segura o calor da superfície, cerca de 25°C ao dia e 110°C à noite,tornando-o um imenso deserto àrido com 90% de gás carbônico, 10% de nitrogênio e outros gases,incluindo oxigênio(0,15%) não oferece condições ideais, mas é o mais promissor depois da Terra, provavelmente já houve muita água na superfície devido as fortes evidências como canais tortuosos que lembram leitos secos de rios na Terra no solo marciano, que é rico em óxido de ferro, responsável pela sua cor avermelhada e suspeita-se que em Marte haja muita água em seu subsolo, em Marte grandes vulcões ativos e formações montanhosas estranhas como a da suposta forma de rosto na região

A Importância da Missão da Sonda Phoenix

A sonda Phoenix, que pousou na superfície do planeta Marte no dia 25 de Maio de 2008. Ela estava com carrega dezenas de quilos de equipamentos científicos, inclusive um braço robótico de 2.35 metros que escavou o solo até uma profundidade máxima 20 centímetros, onde as amostras do material foram coletadas e analisadas pelo laboratório a bordo da sonda. A composição e textura do solo acima da camada de gelo também podem indicar se ocorreram derretimentos, o que seria um indício de ciclos climáticos de longa duração. Nas amostras coletadas também foi possível realizar testes para detectar água e o carbono, elementos químicos fundamentais na constituição de seres vivos, aquecendo-se amostras no solo em minúsculos fornos e se estudar os vapores liberados no aquecimento. Outro instrumento testou as amostras de solo, adicionando água e analisando a dissolução dos produtos. Câmeras e microscópios irão fornecer informações sobre objetos em dimensões microscópicas, como o recente achado de minúsculos grãos de areia. Na sonda há dois importantes laboratórios: o Analisador de Microscopia, Eletroquímica e Condutividade (MECA) e do Analisador Térmico de Desprendimento de Gases (TEGA). O 1° analisa o solo, verificando o pH e a quantidade de minerais, dissolvendo pequenas quantidades de solo na água, o Meca determina o nível de acidez (pH), a abundância de minerais como magnésio, a existência de cátions ou cloreto de sódio, ânions de sulfato e brometo, e dióxido de carbono e oxigênio dissolvidos. Olhando através do microscópio, o Meca examina os grãos do solo para ajudar a determinar sua origem e mineralogia. Agulhas espetadas no solo determinam o conteúdo da água e do gelo, e a capacidade do calor e do vapor de água penetrar no solo. Já o TEGA, projetado para analisar até 8 amostras, é um conjunto de 8 fornos para as mesmas, 8 fornos de referência e um espectrômetro a laser de diodo ajustável. O braço robótico da Phoenix inicia cada experimento recolhendo a amostra e após fotografar a mesma, a coloca num forno a 950°C. Durante cada análise, um forno de referência vazio é aquecido à mesma temperatura de um forno com a amostra. A diferença na energia exigida para aquecer os fornos pode ser usada para inferir a presença de água em forma de gelo e minerais contendo água ou dióxido de carbono. O espectrômetro determina a quantidade de dióxido de carbono e vapor de água liberada das amostras durante o aquecimento. A partir disso, o TEGA determina as concentrações de gelos, substâncias voláteis e os minerais voláteis contidos na superfície e sob a superfície dos materiais.

Um pouco da história da descoberta de Exoplanetas:
Um planeta extra solar é um planeta fora de nosso sistema planetário denominado solar. A descoberta dos primeiros exoplanetas foi anunciada em 1989, quando variações nas velocidades radiais de HD 114762 e Alrai (γ Cephei) foram explicadas como efeitos gravitacionais causados por corpos de massa subestelar, possivelmente gigantes gasosos (11 MJ & 2-3 MJ respectivamente). Alrai foi analisada em um artigo no ano anterior, mas a questão de um companheiro planetário como causa das variações de velocidade foi deixada em aberto. Todavia, uma pesquisa subseqüente em 1992 concluiu que os dados não eram robustos o bastante para confirmar a presença de um planeta , mas, dois anos depois, técnicas aperfeiçoadas confirmaram sua existência. O caso de HD 114762 ainda não foi refutado, mas considera-se que seu companheiro possa ser uma estrela de baixa massa em órbita vista de topo.A primazia da descoberta dos primeiros exoplanetas também é requerida pelo astrônomo polaco Aleksander Wolszczan, que, em 1993, encontrou planetas ao redor do pulsar PSR 1257+12. Acredita-se que eles tenham sido formados dos remanescentes da supernova que produziu o pulsar, numa segunda rodada de formação planetária, ou de caroços rochosos dos restos de gigantes gasosos que sobreviveram à supernova e espiralaram as suas órbitas atuais.Exoplanetas ao redor de estrelas solares começaram a ser descobertos em grande número no fim da década de 90 como resultado do aperfeiçoamento da tecnologia dos telescópios, tais como o advento dos CCDs e de processamento de imagens por computador. Tais avanços permitiram medições mais precisas do movimento estelar, possibilitando que os astrônomos detectassem planetas, não visualmente (porque a luminosidade de um planeta é geralmente muito baixa para ser detectada desta forma), mas através dos efeitos gravitacionais que exercem sobre as estrelas ao redor das quais orbitam. Exoplanetas também podem ser detectados através da variação da luminosidade aparente da estrela à medida que o planeta passa defronte dela (eclipse).O primeiro planeta extra-solar definitivo descoberto ao redor de uma estrela da seqüência principal (51 Pegasi) foi anunciado em 6 de outubro de 1995 por Michel Mayor e Didier Queloz da Universidade de Geneva. Desde então, dezenas de planetas foram descobertos e algumas suspeitas datadas do fim dos 80s foram confirmadas, muitas pelo time liderado por Geoffrey Marcy, da Universidade da Califórnia, com dados obtidos nos observatórios Lick e Keck. O primeiro sistema a ter mais de um planeta detectado é υ Andromedae. A maioria dos planetas detectados possuem órbitas muito elípticas. Todos os planetas até hoje descobertos possuem grande massa e a maioria tem massa superior a de Júpiter. Principais métodos de detecção:A astrometria consiste no método mais antigo para a busca de exoplanetas, usado pela primeira vez em 1943. Uma certa quantidade de estrelas candidatas foram encontradas desde então, mas não houve confirmação em nenhum desses casos, e muitos astrônomos desistiram desse método diante de outros mais bem-sucedidos. O método envolve a medição do movimento próprio da estrela em busca dos efeitos causados por seus planetas; todavia, infelizmente, variações no movimento próprio são tão pequenas que mesmo os melhores instrumentos atuais não fornecem medições confiáveis. O método requer que as órbitas dos planetas sejam aproximadamente perpendiculares a nossa linha de visada; desta forma, planetas detectados por esse método não puderam ser confirmados por outros métodos. O método de velocidade radial mede variações na velocidade com a qual a estrela se afasta ou se aproxima de nós, i.e., mede a componente da velocidade estelar ao longo da linha de visada. A velocidade radial pode ser deduzida do deslocamento nas linhas espectrais da estrela hospedeira, devido ao efeito Doppler.Tais deslocamentos são induzidos pelo planeta que orbita a estrela, uma vez que ambos orbitam em torno do mesmo baricentro. A velocidade da estrela ao redor do baricentro é muito menor do que aquela do planeta (os raios das órbitas e, portanto, as velocidades dos corpos são inversamente proporcionais à massa desses). Mesmo assim, variações de velocidades tão baixas quanto poucos m/s podem ser detectadas. Esta é a principal e, até o momento, mais bem-sucedida técnica usada por caçadores de planetas. Também é conhecida como "método Doppler". Mas ela funciona bem apenas para estrelas relativamente próximas, até 160 anos-luz. Ela encontra com facilidade planetas que estejam próximo à estrela, mas tem dificuldade em encontrar aqueles que orbitam a distâncias maiores. O método Doppler pode ser usado para confirmar as descobertas empreendidas através do método de trânsito.

PROJETO SETI & RADIOASTRONOMIA

(Tela do projeto Seti at Home, a radioastronomia na busca extraterrestre)
Até agora conseguimos analisar que é perfeitamente possível à vida biológica em outros planetas de outras estrelas, mas como é possível determinar à existência da Vida Inteligente? Talvez a resposta venha com à Radioastronomia, através do rastreiamento das ondas de rádio que chegam à Terra pelo Projeto Seti (Search for Extraterrestrial Inteligence).O interesse da astronomia nessa área começou em 1959, quando os cientistas P. Morrisson e G. Giuseppe afirmaram que os sinais de rádio seria a forma mais lógica entre civilizações inteligentes, pois as ondas de rádio viajam na velocidade de luz e não são distorcidos pela atmosfera dos planetas e, no ano de 1960, o astrônomo americano Frank Drake, no Observatório de West Virgínia, começou a vasculhar o céu com um radiotelescópio, onde captava apenas uma faixa de rádio por vez. Hoje mobiliza mais de 400 pesquisadores, em mais de 25 países; no momento o maior número de antenas de rádio usados em conjunto para observação é 27 e a maior antena do mundo esta em Arecibo (Porto Rico), com 350 metros de diâmetro. Primeiramente foi escolhida as freqüências de onda entre 1000 e 10000 megahertz, pois é a mais silenciosa do universo, com menos interferência de estrelas, quasares e dos pulsares; depois optou-se por uma faixa relativamente estreita, entre 1420 megahertz e 1720 megahertz, a primeira é a freqüência emitida pela molécula de H2 (Hidrogênio) com 21 cm de onda e a segunda é do radical OH (Hidroxila), que em condições certas, une-se ao hidrogênio para formar à água. Por isso que essa faixa de freqüência é chamada de "buraco d' água", onde muitos cientistas acreditam ser à faixa mais provável de sintonia com civilizações tecnologicamente avançadas supondo que estas devem estar, no mínimo, no mesmo nível de desenvolvimento com à Terra, além da freqüência do hidrogênio ser mais econômica e mais eficiente para as transmissões espaciais. Quase 140 sinais, que podem ter sido emitidas por inteligências ET, já foram capturadas. Um deles, no dia 15 de agosto de 1977, captado por um radioastrônomo da Univ. do Rstado de Ohio(EUA), com um sinal de seqüência lógica próxima da frequência do hidrogênio, ficou eufórico e escreveu a palavra "Wow"(Uau) na folha com os sinais impressos, infelizmente não houve à repetição dos sinais, impossibilitando qualquer confirmação. É de Frank Drake a equação matemática (1961) de possibilidade de vida extraterrestre:

N=N* x fp x Ne x f1 x fi x fc x fL

Onde:
N é número total de civilizações avançadas existentes numa galáxia e, por esses números da conta de Drake,há 100.000civilizações inteligentes com capacidade de comunicação só em nossa galáxia.
N* é o número de estrelas de uma galáxia, no caso da Via Láctea a estimativa é de 200 Bilhões de estrelas.
fp é a fração de estrelas com planetas ao seu redor- 0,5 onde acredita-se que metade das estrelas tenha planetas orbitando.
Ne é número de planetas em cada sistema com condições para o desenvolvimento da vida Estima-se entre 1 e 4.
f1 é a fração de planetas onde a vida se desenvolveu. Entre 0,1 a 1,0.
fi é a fração de planetas onde a inteligência se desenvolveu. Estima-se 1.
fc é a fração de civilizações que desenvolveram à comunicação, pelo menos rádio. Estima-se entre 0,1 a 0,9.
fL é a fração de tempo em que essa civilização enviou sinais.Estimativa de 0,00001.

Observações: A presença de elementos essenciais para a formação da vida na poeira interestrelar, já citado, não oferece qualquer dúvida, inclusive corroborado pelas descobertas da sonda Giotto(1986), que interceptou o núcleo cometa Halley e constatou à presença de componentes pré-biológicos como CO2, CO, H2O, CH4(metano), NH3 e grãos de grafita , os cinco primeiros também foram detectados pelo infravermelho(Satélte ISO); No coma do cometa, que resulta da sublimação do gelo do núcleo, que da origem à famosa cauda, foram detectados substâncias como CH3CN(metilcianido), HCN(no cometa Kohoutek), HCOOH(ac. fórmico), CH3OH(álcool metílico) e H2S (sulfeto de hidrogênio); todas essas substâncias também foram detectadas no cometa Hale-Bopp pelo o satélite IRAM. A queda de cometa não é raro de acontecer, pois a Terra é constantemente bombardeada por minibólidos de gelo, inclusive já foi flagrado pelo satélite Polar em 1997, queda de um minúsculo cometa durante à noite; também em 1997, em Junho, caíram em Itapira(região de Campinas-SP) pedaços de gelo em pleno céu azul sobre áreas rurais, onde tive oportunidade de investigar na época. Além dos impactos de cometas, houve os impactos de meteoritos carbonáceos, que trouxeram muitos compostos orgânicos, entre eles, os aminoácidos; estes são componentes para à formação das proteínas, essenciais para à vida biológica. Tudo isso indica que a evolução se deu muito antes do que se calculava, pois as primitivas bactérias, que seriam os primeiros seres vivos,se reproduziam através do DNA, codificador de toda à informação biológica em todos os seres vivos da Terra.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Extrasolares

A ESTRELA ALPHA CENTAURI
Alpha Centauri (α Centauri, α Cen), também conhecida como Rigel Centaurus ou Toliman, é a estrela mais brilhante da constelação de Centauro, sendo a terceira mais brilhante do céu, vista a olho nu. Esta estrela é, na verdade, um sistema triplo, no qual Alpha Centauri A e Alpha Centauri B giram em torno de um centro comum, gastando quase 80 anos para completar uma órbita, já Alpha Centauri C, também chamada de Proxima Centauri, demora mais de um milhão de anos para completar uma órbita em torno das componentes principais e é a estrela mais próxima do Sol, a 4,2 anos-luz, enquanto o sistema Alpha Centauri AB estão um pouco mais distantes a 4,4 anos-luz.
A estrela Alpha Centauri A é uma estrela amarela (indicada pela seta na imagem), cerca de 23% maior que o Sol. Já Alpha Centauri B é uma estrela laranja com um raio 14% menor que o solar, e abriga um planeta descoberto em 2012, com massa parecida com a da Terra, porém fora da Zona Habitável (muito próximo de sua estrela). Enquanto que Proxima Centauri é uma anã vermelha com brilho muito reduzido e diâmetro de 1,5 vezes maior que o diâmetro de Júpiter, tanto que só foi descoberta, em 1915 pelo astrônomo britânico-sul-africano Robert Thorburn Ayton Innes (1861-1933). Alpha Centauri é visível em todo hemisfério sul e situa-se a leste do Cruzeiro do Sul. A olho nu apresenta-se como uma estrela única de magnitude -0,29. Com telescópios de pequeno porte já se podem distinguir a Alpha Centauri A e Alpha Centauri B. Já a Proxima Centauri, em virtude de sua cor alaranjada e tamanho reduzido, só pode ser observada com telescópios profissional. O n° de exoplanetas ainda pode aumentar e muito, veja abaixo s "potenciais" planetas habitáveis...

terça-feira, 24 de março de 2009

QUESTÃO MARCIANA?



Indícios de que já houve água líquida na superfície de Marte na Fotos






Um pouco da História Marciana Conhecido como o Planeta Vermelho devido a coloração avermelhada de seu solo e sua atmosfera. Os romanos atribuíram-lhe o nome Marte em honra ao deus da guerra, já os antigos egípcios, o chamaram de Her Descher, que significa o vermelho. É o 4° planeta orbitando o Sole Ele possui aproximadamente metade do tamanho da Terra e está, em média, 230 milhões de quilômetros longe do Sol. Um dia marciano tem quase a mesma duração que o nosso, cerca de 24 horas e 37 minutos, já o ano marciano tem uma duração de 687 dias terrestres. O clima de Marte muito peculiar. De um modo geral, o planeta é frio, apresenta grandes variações de temperatura, inúmeras tempestades de areia, ciclones, calotas polares que variam de tamanho conforme as estações do ano. Nuvens e neblinas são comuns e há depósitos de "gelo seco". A temperatura pode variar de -140 graus Celsius nos pólos durante o inverno, até 26 graus na região equatorial, durante o verão (a maior temperatura registrada no planeta). Entretanto, mesmo durante um único dia marciano, a temperatura pode variar de modo bastante significante. Na região equatorial a temperatura é de 25 graus Celsius no início da tarde. Cai para 50 graus negativos no começo da noite e atinge -70 graus Celsius à meia-noite. A variação de temperatura chegou a ser de 20 graus Celsius por minuto, durante o amanhecer. A atmosfera de marte é muito rarefeita, constituída predominantemente por gás carbônico:
Gás carbônico 95,32%
Nitrogênio 2,7%
Argônio 1,6%
Oxigênio 0,13%
Monóxido de carbono 0,07%
Água 0,03% Neônio 0,00025%
O ar marciano contém apenas cerca de 1/1000 de água do nosso ar, mas essa pequena porção pode condensar, formando nuvens que flutuam a uma grande altitude na atmosfera ou giram em volta dos vulcões mais altos. Podem-se formar bancos de neblina matinal nos vales. No local da sonda Viking 2, uma fina camada de água congelada cobre o solo a cada inverno. A pressão atmosférica depende da quantidade de gases presentes na atmosfera; quanto maior a quantidade de gases, maior a pressão atmosférica e vice-versa. A pressão atmosférica média de Marte é 8 milibares, bem menor que a da Terra que fica em torno de 1000 milibares. A pressão marciana corresponde, na Terra, a uma pressão equivalente a uma altitude de 30000 metros acima do nível do mar. Durante o inverno polar, a temperatura cai de tal forma que o gás carbônico (principal constituinte da atmosfera) passa do estado gasoso para o sólido (processo chamado sublimação). Dessa forma, ocorre diminuição da quantidade de gás na atmosfera e sua pressão chega a reduzir cerca de 25%. No verão polar ocorre o contrário: com o aumento da temperatura, o gás carbônico passa para o estado gasoso aumentando a pressão atmosférica.
Já os gigantes Júpiter(300x maior que à Terra), Saturno e Urano, que além da enorme pressão atmosférica e do frio, sua composição atmosférica, com hidrogênio(90%), hélio, metano e amoníaco é letal para à vida, e devido à grande quantidade de metano na atmosfera, os planetas Urano e Netuno apresentam uma coloração azul-esverdeada, acredita-se que o último possua um núcleo rochoso contendo vários metais pesados, e uma das suas luas: Tritão, possui atmosfera com nitrogênio; Titã-a maior lua de saturno, possui uma atmosfera rica em nitrogênio à semelhança da Terra, que Ganimedes e Europa, luas de Júpiter possuem atmosfera e gelo superficial, acredita-se que Europa tenha uma camada de 100 Km de profundidade de água líquida, uma condição básica para à vida. Plutão, nem se fala, é uma bola de gelo com 230°C negativos.Parece que, realmente não há outro planeta semelhante à Terra em nosso sistema solar com as condições ideais para à manutenção da vida biológica como a tal conhecemos, como uma temperatura adequada, com água líquida superficial, com expressiva atmosfera com elementos como oxigênio e nitrogênio em grande quantidade, com gravidade e pressão atmosférica suportáveis, com substâncias orgânicas. Mas não devemos perder as esperanças, pois as mesmas condições físico-químicas que formaram o nosso sistema solar podem ter ocorrido de forma semelhante em outras estrelas, como já foi citado, os elementos orgânicos são bem mais comuns do que imaginávamos no cosmos. O processo de formação da vida deve algo comum,mesmo na Terra, em ambientes verdadeiramente inóspitos, pior até que alguns planetas aqui citados, desenvolve-se à vida e por que não lá fora? Há bactérias, Tribacillus sp (anaeróbicas-não usam oxigênio) que sobrevivem em ambientes muito ácidos com ph abaixo de 3; há animais vermes tubícolas e águas-vivas que sobrevivem nas profundezas de nossos oceanos em total ausência de oxigênio, total escuridão e uma pressão atmosférica absurdamente alta; a arqueobactéria Methanococcus jannaschii vive há mais de 3000 m de profunidade na boca de crateras submarinas com 180°C acima de zero e pressão mais de 200 maior que a do nível domar sobrevive captando CO2 produzindo metano; no mar mais salgado do mundo(Mar Morto), entre a Jordânia e Israel há uma arqueobactéria, Haloarcula marismortui, que graças à uma proteína(ferridoxina) conseguem sobreviver muito bem; há bactérias no fundo do mar que se alimentam de enxofre como a Thiomargarita namibiensis, encontrada no mar da costa da Namíbia(África) e em fontes termais com temperaturas de 350oC acima de zero há bactérias que também se alimentam de enxofre.
(Uma arqueobactéria Methanococcus, vive em condições inóspitas em nosso planeta, similares as condições de outros astros do nosso sistema solar)

(Thiomagarita nambiensis, sobrevive em fontes termais de mais de 350° no fundo do mar)
Até no espaço, o homem já detectou que à vida é possível, quando à câmera da sonda Surveyor 3 voltou à terra em 1969, os pesquisadores constataram no seu interior a bactéria Streptococcus mitis viva, onde esta havia saído da Terra e, por dois anos, sobreviveu ao vácuo e as variações térmicas superiores à 240oC. A NASA, em 1996, anunciou à descoberta de supostos microorganismos num meteorido(ALH84001) oriundo de Marte que caiu na Antártida há quase 12.000 anos atrás e neste mesmo ano também anunciou à presença de um lago de gelo na cratera de Aitkin, com 2500 km de diâmetro no pólo sul lunar onde o sol não atinge com seus raios, provavelmente oriundo do impacto de um cometa. Então, não se pode simplesmente descatar à existência de formas de vida fora da Terra, mesmo com caracteres químico que desconhecemos, pensamos no elemento carbono por ser tetravalente, ou seja, se combina à quatro outros elementos e por conseqüência formar extensas cadeias orgânicas, mas um outro elemento é capaz da mesma coisa, o silício em temperaturas mais altas. Já imaginou! Seres de sílica!