terça-feira, 24 de março de 2009

QUESTÃO MARCIANA?



Indícios de que já houve água líquida na superfície de Marte na Fotos






Um pouco da História Marciana Conhecido como o Planeta Vermelho devido a coloração avermelhada de seu solo e sua atmosfera. Os romanos atribuíram-lhe o nome Marte em honra ao deus da guerra, já os antigos egípcios, o chamaram de Her Descher, que significa o vermelho. É o 4° planeta orbitando o Sole Ele possui aproximadamente metade do tamanho da Terra e está, em média, 230 milhões de quilômetros longe do Sol. Um dia marciano tem quase a mesma duração que o nosso, cerca de 24 horas e 37 minutos, já o ano marciano tem uma duração de 687 dias terrestres. O clima de Marte muito peculiar. De um modo geral, o planeta é frio, apresenta grandes variações de temperatura, inúmeras tempestades de areia, ciclones, calotas polares que variam de tamanho conforme as estações do ano. Nuvens e neblinas são comuns e há depósitos de "gelo seco". A temperatura pode variar de -140 graus Celsius nos pólos durante o inverno, até 26 graus na região equatorial, durante o verão (a maior temperatura registrada no planeta). Entretanto, mesmo durante um único dia marciano, a temperatura pode variar de modo bastante significante. Na região equatorial a temperatura é de 25 graus Celsius no início da tarde. Cai para 50 graus negativos no começo da noite e atinge -70 graus Celsius à meia-noite. A variação de temperatura chegou a ser de 20 graus Celsius por minuto, durante o amanhecer. A atmosfera de marte é muito rarefeita, constituída predominantemente por gás carbônico:
Gás carbônico 95,32%
Nitrogênio 2,7%
Argônio 1,6%
Oxigênio 0,13%
Monóxido de carbono 0,07%
Água 0,03% Neônio 0,00025%
O ar marciano contém apenas cerca de 1/1000 de água do nosso ar, mas essa pequena porção pode condensar, formando nuvens que flutuam a uma grande altitude na atmosfera ou giram em volta dos vulcões mais altos. Podem-se formar bancos de neblina matinal nos vales. No local da sonda Viking 2, uma fina camada de água congelada cobre o solo a cada inverno. A pressão atmosférica depende da quantidade de gases presentes na atmosfera; quanto maior a quantidade de gases, maior a pressão atmosférica e vice-versa. A pressão atmosférica média de Marte é 8 milibares, bem menor que a da Terra que fica em torno de 1000 milibares. A pressão marciana corresponde, na Terra, a uma pressão equivalente a uma altitude de 30000 metros acima do nível do mar. Durante o inverno polar, a temperatura cai de tal forma que o gás carbônico (principal constituinte da atmosfera) passa do estado gasoso para o sólido (processo chamado sublimação). Dessa forma, ocorre diminuição da quantidade de gás na atmosfera e sua pressão chega a reduzir cerca de 25%. No verão polar ocorre o contrário: com o aumento da temperatura, o gás carbônico passa para o estado gasoso aumentando a pressão atmosférica.
Já os gigantes Júpiter(300x maior que à Terra), Saturno e Urano, que além da enorme pressão atmosférica e do frio, sua composição atmosférica, com hidrogênio(90%), hélio, metano e amoníaco é letal para à vida, e devido à grande quantidade de metano na atmosfera, os planetas Urano e Netuno apresentam uma coloração azul-esverdeada, acredita-se que o último possua um núcleo rochoso contendo vários metais pesados, e uma das suas luas: Tritão, possui atmosfera com nitrogênio; Titã-a maior lua de saturno, possui uma atmosfera rica em nitrogênio à semelhança da Terra, que Ganimedes e Europa, luas de Júpiter possuem atmosfera e gelo superficial, acredita-se que Europa tenha uma camada de 100 Km de profundidade de água líquida, uma condição básica para à vida. Plutão, nem se fala, é uma bola de gelo com 230°C negativos.Parece que, realmente não há outro planeta semelhante à Terra em nosso sistema solar com as condições ideais para à manutenção da vida biológica como a tal conhecemos, como uma temperatura adequada, com água líquida superficial, com expressiva atmosfera com elementos como oxigênio e nitrogênio em grande quantidade, com gravidade e pressão atmosférica suportáveis, com substâncias orgânicas. Mas não devemos perder as esperanças, pois as mesmas condições físico-químicas que formaram o nosso sistema solar podem ter ocorrido de forma semelhante em outras estrelas, como já foi citado, os elementos orgânicos são bem mais comuns do que imaginávamos no cosmos. O processo de formação da vida deve algo comum,mesmo na Terra, em ambientes verdadeiramente inóspitos, pior até que alguns planetas aqui citados, desenvolve-se à vida e por que não lá fora? Há bactérias, Tribacillus sp (anaeróbicas-não usam oxigênio) que sobrevivem em ambientes muito ácidos com ph abaixo de 3; há animais vermes tubícolas e águas-vivas que sobrevivem nas profundezas de nossos oceanos em total ausência de oxigênio, total escuridão e uma pressão atmosférica absurdamente alta; a arqueobactéria Methanococcus jannaschii vive há mais de 3000 m de profunidade na boca de crateras submarinas com 180°C acima de zero e pressão mais de 200 maior que a do nível domar sobrevive captando CO2 produzindo metano; no mar mais salgado do mundo(Mar Morto), entre a Jordânia e Israel há uma arqueobactéria, Haloarcula marismortui, que graças à uma proteína(ferridoxina) conseguem sobreviver muito bem; há bactérias no fundo do mar que se alimentam de enxofre como a Thiomargarita namibiensis, encontrada no mar da costa da Namíbia(África) e em fontes termais com temperaturas de 350oC acima de zero há bactérias que também se alimentam de enxofre.
(Uma arqueobactéria Methanococcus, vive em condições inóspitas em nosso planeta, similares as condições de outros astros do nosso sistema solar)

(Thiomagarita nambiensis, sobrevive em fontes termais de mais de 350° no fundo do mar)
Até no espaço, o homem já detectou que à vida é possível, quando à câmera da sonda Surveyor 3 voltou à terra em 1969, os pesquisadores constataram no seu interior a bactéria Streptococcus mitis viva, onde esta havia saído da Terra e, por dois anos, sobreviveu ao vácuo e as variações térmicas superiores à 240oC. A NASA, em 1996, anunciou à descoberta de supostos microorganismos num meteorido(ALH84001) oriundo de Marte que caiu na Antártida há quase 12.000 anos atrás e neste mesmo ano também anunciou à presença de um lago de gelo na cratera de Aitkin, com 2500 km de diâmetro no pólo sul lunar onde o sol não atinge com seus raios, provavelmente oriundo do impacto de um cometa. Então, não se pode simplesmente descatar à existência de formas de vida fora da Terra, mesmo com caracteres químico que desconhecemos, pensamos no elemento carbono por ser tetravalente, ou seja, se combina à quatro outros elementos e por conseqüência formar extensas cadeias orgânicas, mas um outro elemento é capaz da mesma coisa, o silício em temperaturas mais altas. Já imaginou! Seres de sílica!

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